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Esta semana, entre os dias 2 e 4 de dezembro, ocorrerá a 5ª Feira de Ciências da Bahia (Feciba), juntamente com o 4º Encontro Estudantil da Rede Estadual. O Instituto Anísio Teixeira (IAT) contabilizou número recorde de projetos inscritos e selecionou os 180 melhores, que irão disputar os prêmios máximos de cada categoria, valendo vaga nas principais feiras nacionais de Ciência e Tecnologia. Esse é um dos frutos que o Ciência na Escola está colhendo após 3 anos de implementação. Alunos e professores estão descobrindo um novo mundo fora das paredes da sala de aula e cada vez mais estão empenhados em se superar nas feiras, elevando o nível científico da Educação Básica na Bahia.

Como exemplo desse rico processo, um dos projetos vencedor da Feciba ano passado está ganhando o mundo:

feciba quilombola

 

Bus­cando for­ta­lecer o co­nhe­ci­mento sobre a his­tória e origem do povo do mu­ni­cípio de Antônio Car­doso, o pro­jeto “For­ta­le­ci­mento da iden­ti­dade negra e qui­lom­bola em An­tonio Car­doso – Bahia” tem es­ti­mu­lado os alunos para o co­nhe­ci­mento sobre a his­tória de opressão e luta dos an­te­pas­sados dos mo­ra­dores e a atual si­tu­ação em que vivem as co­mu­ni­dades qui­lom­bolas da re­gião. O pro­jeto foi re­a­li­zado pelas es­tu­dantes Be­a­triz San­tana Pe­reira, 16, e Thayná dos Santos Al­meida, 16, do 3º ano do en­sino médio do Co­légio Es­ta­dual An­tonio Carlos Ma­ga­lhães.

O pro­jeto foi de­sen­vol­vido a partir de pes­quisas re­a­li­zadas sobre a his­tória das sete co­mu­ni­dades qui­lom­bolas exis­tentes no mu­ni­cípio, ma­pe­ando o nú­mero de es­tu­dantes per­ten­centes a estas co­mu­ni­dades, faixa etária, renda fa­mi­liar, as ma­ni­fes­ta­ções cul­tu­rais e a in­fluência dos idosos. Esses dados per­mi­tiram co­nhecer o perfil do es­tu­dante e suas co­mu­ni­dades para pro­por­ci­onar um en­ri­que­ci­mento da prá­tica pe­da­gó­gica, as­so­ci­ando o con­teúdo abor­dado nas aulas com a re­a­li­dade local. Dos 409 alunos ma­tri­cu­lados na es­cola, 247 cur­savam o en­sino médio, sendo que desses, 34 per­tencem às co­mu­ni­dades qui­lom­bolas.

“O pro­jeto pos­si­bi­litou me­lhorar a prá­tica pe­da­gó­gica, en­volver os es­tu­dantes no de­bate, além de de­sen­volver novas lei­turas sobre a questão do negro no con­texto local e na­ci­onal. O mais va­lioso é que nosso tra­balho eleva a nossa au­to­es­tima e ajuda a com­bater o ra­cismo que é uma ver­gonha para todos os bra­si­leiros”, des­tacou a co­or­de­na­dora do pro­jeto, Pa­trícia Pei­xoto.

Para ela, a exis­tência de vá­rias co­mu­ni­dades qui­lom­bolas e o per­cen­tual de ne­gros de­cla­rados jus­ti­ficam o de­sen­vol­vi­mento de pro­jetos edu­ca­ci­o­nais com re­le­vância his­tó­rica no mu­ni­cípio. “Eu vejo como um pro­jeto muito im­por­tante para o en­sino, pois per­mite que o aluno co­nheça a origem e a his­tória do nosso povo, além de mos­trar que a es­cola faz parte da nossa re­a­li­dade”, afirma a es­tu­dante Be­a­triz San­tana Pe­reira.

Pre­mi­ação

O pro­jeto “For­ta­le­ci­mento da iden­ti­dade negra e qui­lom­bola em An­tonio Car­doso – Bahia” re­cebeu o 1º lugar na Ca­te­goria Ci­ên­cias Hu­manas con­ce­dido pela 4ª Feira de Ci­ên­cias e ma­te­má­tica da Bahia (Fe­ciba), re­cebeu o prêmio má­ximo da Feira Bra­si­leira de Ci­ência e En­ge­nharia (Fe­brace 2015), re­cebeu o Cer­ti­fi­cado de Des­taque em Ini­ci­ação Ci­en­tí­fica, con­ce­dido pela As­so­ci­ação Bra­si­leira de In­cen­tivo à Ci­ência (Abric), e, ainda, Menção Honrosa no In­ter­na­ti­onal Sci­ence and En­gi­ne­e­ring Fair (Intel ISEF), em maio, na Pennsyl­vania, Es­tados Unidos.

 

Fonte: IAT/Unidade de Comunicação

 

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