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Segundo dados do IBGE (Censo 2010), existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil, sendo mais de 500 mil cegas e seis milhões com baixa visão. No entanto, a taxa de inclusão dessas pessoas com deficiência visual no sistema educacional ainda é um desafio.

Muitos fatores acabam dificultando a inclusão dos alunos com deficiência na escola, sendo um deles a falta de materiais adequados para esse público no ensino formal. Eliana Cunha de Lima, Assessora de Serviços de Apoio à Inclusão da Fundação Dorina Nowill para Cegos, acompanha essa realidade de perto e aponta alguns dos desafios de concretizar na rotina escolar os direitos à educação inclusiva. “Não nos parece suficiente apenas a legislação e a ‘boa vontade’ para haver a verdadeira inclusão escolar. Torna-se indispensável que cada escola busque a capacitação dos seus educadores e professores; realize adaptações curriculares; e adquira material escolar acessível como parte fundamental do processo,” conta.

Estudiosos da educação inclusiva defendem que não há necessidade de alterar o currículo, o conteúdo trabalhado em sala de aula ou ter um local separado para incluir pessoas com deficiência visual. No entanto, é fundamental ter um material que atenda as necessidades específicas das pessoas cegas ou com baixa visão.  

Segundo critérios estabelecidos pela OMS, os diferentes graus de deficiência visual podem ser classificados como baixa visão, que podem ser compensadas com o uso de algum tipo de lente; próximo à cegueira, quando a pessoa ainda consegue distinguir luz e sombra; e cegueira, quando não há nenhuma percepção de luz.

Pensando em uma educação mais inclusiva, a Atina, em parceria com a Fundação Dorina Nowill, desenvolveu um material totalmente acessível para os alunos da rede pública da Bahia. “A proposta é que o material não seja diferente, criando mais uma separação entre as pessoas com deficiência visual. Criamos o mesmo produto para todo mundo, em que também é possível navegar com a ferramenta de audiodescrição,” conta Felipe Seibel, diretor de conteúdo da Atina Educação.  

Página do Epub acessível

Há mais de 70 anos, a Fundação Dorina Nowill produz materiais acessíveis às pessoas com deficiência visual, respeitando as necessidades individuais e sociais desse público. “Por meio da audiodescrição, o material traz informações detalhadas das imagens e dos locais. Isso é fundamental para a pessoa entender o contexto do material”, conta Marcelo Panico, relações institucionais da Fundação Dorina Nowill.

Josevan Fernandes, professor da rede estadual da Bahia, possui baixa visão. Ele experimentou o material produzido pela Atina e apontou a importância destes recursos para os alunos.“É um recurso que pode enriquecer muito a experiência dos nossos alunos que chegam com cegueira ou baixa visão”, afirma

 

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